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14 de jun. de 2013

Agradecimentos a todos vocês

Muito obrigado a todos que acompanham o blog desde do ínicio ou não, mas não tem problema é só para agradecer a todos pelo apoio que vocês tem dado a mim,eu sem vocês não estaria aqui hoje com 1000 visualizações,muito obrigado pela colaboração de todos e até outro dia.

            

Quem assistiu todos esses filmes?

Pazuzu:O demônio dos ventos

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azuzu, também chamado Pazuza ou Fazuzu, era um demônio muito temido por antigos povos da Mesopotâmia. Teve origem na Assíria, Mesopotâmia há cerca de 1000 anos a.C.
É descrito como uma criatura alada, com asas de águia, "cabeça deformada”, garras de leão e uma cauda de escorpião. Este demônio é considerado a "própria personificação do vento do sudoeste”, que trazia consigo as tempestades e a estiagem.
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Ficou conhecido após ser associado ao demônio presente no filme “O Exorcista”, apresentando-se como porta-voz de Satanás enquanto possuía Regan. No trecho do fime em que o sacerdote diz“Eu sou Damien Karras”, acredita-se que Pazuzu é quem responde "É eu sou o diabo!”.
Percebe-se também que a estátua de Pazuzu também está presente em todas  as versões do filme “O Exorcista”. Em escavações no Iraque, uma estátua muito antiga foi encontrada, fazendo com que um demônio fosse libertado, e aos poucos, vai possuindo o corpo de Regan MacNeil.
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Pazuzu segundo a história era muito “temido e reverenciado”, pois trouxe muita fome, seca e gafanhotos a região. Sua pose “um braço levantado e um abaixado” representa o poder de conceder ou tirar a vida. Muitas pessoas invocavam o poder do demônio para pedir proteção contra outras “divindades” consideradas maliciosas.
Acredita-se que Pazuzu também tenha representação descrita na bíblia, no velho testamento, onde descreve-se o diabo como “uma criatura negra hirsuta, um invasor do deserto das terras perdidas”.


La Pascualita



Em Chihuahua, México, há um rumor local que esse manequim, conhecida como "Pascualita", é na verdade um corpo embalsamado à 75 anos. De acordo com a lenda, uma senhora chamada Pascuala Esparza tinha uma loja de vestidos de noiva na cidade, e fazia vestidos sob encomendas para moças que iriam casar. Sua própria filha, Pascualita, estava noiva, então Pascuala resolveu fazer para ela um vestido especial. 


Tudo estava planejado e pronto, quando no dia do casamento, uma tragédia aconteceu. Supostamente, Pascualita foi mordida por um inseto venenoso e morreu logo depois. Angustiada com a morte da filha, Pascuala resolveu imortalizá-la. Ela embalsamou o corpo, vestiu-a com o vestido, e a colocou na janela da loja, para todos verem.


Hoje em dia, Pascualita continua na vitrine da "La Popular", no centro de Chihuahua. Apesar de quase sempre ser tomado só como um mito, os detalhes na manequim, especialmente nas mãos, deixa os espectadores em dúvidas.



Enfermeiras Joy


Há algo que as enfermeiras Joy não querem que você saiba. Quando um treinador dorme durante a noite, ela leva esse treinador para um um porão escuro. A Enfermeira Joy vai lentamente andar até você, com um sorriso demoníaco no rosto. Ela vai te imobilizar e você vai desmaiar.

Ela vai trazer uma faca e irá cortar os seus dedos. Ela vai cortar o seu braço, colocando os dedos das mãos dentro de um frasco. Ela vai trazer consigo equipamentos de costura médica em um saco plástico, e vai costurar um novo braço onde estava seu antigo braço humano.

Pouco depois, seus novos braços já se acostumarão com o corpo e serão controlados pelo seu cérebro. A Enfermeira Joy vai arrancar seus olhos, cortar suas pernas e enfiar sua cabeça em uma máquina. Essa máquina vai deformar seu rosto. Ela vai tirar os olhos de um outro frasco, e colocá-los em suas órbitas vazias. Ela vai fazer o mesmo com as outras partes do seu corpo.

Você vai acordar, e a Enfermeira Joy fará um corte em cima da sua cabeça nova. Ela vai com cuidado tirar o seu cérebro e colocá-lo em um canopo. Ela vai tirar um cérebro bem preservado e colocá-lo em sua cabeça. Ela vai lentamente costurar o topo de sua cabeça novamente. Você vai acordar em uma Pokebola e será obrigado a obedecer cada uma de suas palavras.

Afinal, de onde você acha que vem os Chanseys?

Fantasma de bruxa assombra Castelo Abergeldie

Fantasma de Bruxa assombra Castelo Abergeldie

Notícias de Fantasmas

O Castelo Abergeldie está localizado em Crathie, Angus, Escócia e foi construído em meados do século 16, por Alexander Gordon de Midmar. Depois serviu como um refúgio para tropas reais durante algumas batalhas e foi alugado para a família real britânica entre os anos de 1848 a 1970.

O local tem fama de ser assombrado por Kittie Rankie que foi acusada de bruxaria, presa e então levada para uma colina onde foi amarrada a uma estaca e queimada viva em uma fogueira. Dizem que ela era francesa e trabalhava como empregada no castelo até ser presa acusada de praticar magia negra, alguns historiadores dizem que ela não era realmente uma bruxa e que sua patroa a acusou apenas por não gostar de ouvir da boca da empregada que seu marido a atraia com outra mulher.


Após a trágica morte, o espirito de Kittie foi visto no castelo, próximo ao calabouço onde ela ficou acorrentada por dias antes da execução, na torre do relógio e outros relatos contam que os sinos tocam sem haver ninguém por perto. Seria a mulher realmente uma bruxa ou seu espírito está preso na terra devido a injustiça que sofreu?

Contos de Terror-Não pise nas sepulturas


contos de terror
Em uma noite um grupo de jovens estavam voltando de uma festa ainda animados. eles bebiam e riam alegremente. Até que um deles, ao perceber que estavam chegando perto do cemitério da cidade, decidiu contar histórias de terror. As meninas do grupo foram as que estavam ficando mais assustadas com suas histórias.

- Estamos quase passando pelo cemitério, vocês sabiam que nunca devemos pisar em um túmulo após o sol se por? Se vocês fizerem isto o morto agarra suas pernas e as puxa para dentro da sepultura.

- Mentira. – disse uma delas. – Isto é só uma superstição antiga.

- Se você é tão corajosa, por que não nos mostra? Eu lhe dou R$ 50,00 se você pisar em alguma sepultura.

- Eu não tenho medos de sepulturas e nem dos mortos. Se você quiser faço isso agora.

O menino lhe estendeu uma faca e disse:

- Crave isto em um dos túmulos e então nos saberemos que você esteve lá.

Sem hesitar a garota tomou-lhe a faca e caminhou até a entrada do cemitério, sobre a surpresa dos olhos de seus amigos que duvidavam que ela tivesse esta coragem. A garota entrou no cemitério onde o silencio era total, sombras fantasmagóricas eram formadas pela luz da lua e ela teve a impressão que centenas de olhos a observavam. Chegando ao centro do cemitério olhou em volta.

- Não há nada a temer – disse a si mesmo tentando se acalmar.

Então ela escolheu um túmulo e pisou nele, depois cravou a faca no chão e virou-se para ir embora, mas algo a deteve. Tentou novamente , mas não conseguiu se mover, ficou apavorada!

- Alguém esta me segurando!!! – disse em voz alta e caiu no chão.

Como ela demorava a voltar o grupo de amigos decidiu ir atrás dela, caminharam um pouco e a encontraram sobre um túmulo. Ela estava morta com uma expressão de terror no seu rosto. Inadvertidamente a própria garota havia cravado com a faca sua saia no chão, com muito medo ela pensara que algo sobrenatural a segurava e sofreu um ataque cardíaco morrendo em seguida...

A verdade dos contos de Fadas



Os contos que conhecemos quando criança sempre terminam em: "E viveram felizes para sempre..." Grande mentira para poupar a cabecinha ingênua das crianças. Dizem que todos os"contos de fadas" são reais e os finais das mesmas não são nada agradáveis... Já outros dizem que esses contos são apenas histórias baseadas em outras histórias em que os finais eram muito violentos e foram adaptados para o público infantil.

Muitas das narrativas que deram origem aos mais populares contos de fadas surgiram entre o século 6 antes de Cristo e a Idade Média, mas há indícios de que algumas delas podem ser mais antigas ainda. Conta-se que eram histórias inventadas normalmente para dar dicas de sobrevivência de uma geração para outra e espalharam-se pelo planeta graças ao deslocamento das pessoas e também às rotas comerciais. Na moral de cada historinha estava a ideia de prevenir adultos e crianças sobre ameaças e violências do mundo ao redor. Para fazer isso, elas não economizavam nas cenas sangrentas ou nos personagens cruéis.

Bom, vamos à algumas versões muitas vezes chamadas de “hardcore”, “true metal” ou “from hell agressive”. Como crescemos lendo e ouvindo as versões "boazinhas" com finais felizes acabamos associando isso ao "normal" e/ou "certo".

Chapeuzinho Vermelho


Há alguns séculos, uma forma de alertar as pessoas para não falar com estranhos era contar a macabra história de Chapeuzinho Vermelho. Naqueles tempos não havia na historinha a figura do caçador que salva a mocinha e proporciona um final feliz. Eram apenas a garota ingênua andando pela floresta e um lobo esperto que a engana e a termina jantando. Entre o primeiro encontro da mocinha com o lobo e o seu fim trágico, muitas cenas de violência, crueldade, erotismo e até mesmo canibalismo são descritas nas versões primitivas da narrativa. Entre elas, a do lobo destroçando a vovozinha para se pôr no lugar dela, ele dando o sangue e a carne da velhinha para Chapeuzinho beber e comer e a garota se despindo, jogando suas roupas na fogueira e deitando completamente nua ao lado do lobo. Desse momento erótico que vêm as famosas falas de Chapeuzinho, como "oh vovó, que bocão você tem" ou "oh vovó, que mãos grandes você tem", entre outros "elogios". É somente com a versão dos irmãos Grimm que a historinha ganha um final feliz graças à introdução do caçador que salva Chapeuzinho e sua avó. Porém, a versão original do francês Charles Perrault chapeuzinho é uma garotinha bem educada que recebe falsas instruções quando pergunta ao lobo sobre o caminho até a casa da vovó. No fim, ela é simplesmente devorada pelo lobo. Só isso, e a história acaba. Não há caçador e nem vovozinha, apenas um lobo gordo e a Chapeuzinho Vermelho morta. A moral da história é que não se deve falar com estranhos.

Cinderela

A história de Cinderella teve várias versões antes de virar o conto de fadas sobre uma mocinha boazinha e injustiçada consagrado nos desenhos animados da Disney. O italiano Giambattista Basile a chamou de Gata Borralheira e na sua versão ela se alia à governanta para assassinar a madrasta malvada. O plano era simples, esperar o primeiro vacilo e atacar. Um dia a madrasta agacha-se para pegar roupas num baú e a Gata Borralheira não pensa duas vezes para ir lá e fechar a tampa na cabeça da megera. Já para os irmãos Grimm, não é Cinderella quem a mata e sim pombos que comem seus olhos. Além do ataque dos pássaros, essa versão traz as irmãs cruéis de Cinderella fazendo qualquer coisa para que seus pés entrem no sapatinho de cristal levado pelo príncipe. Elas não se importaram de cortar fora dedos ou arrancar pedaços dos calcanhares para que o calçado servisse nelas, elas passam o resto de suas vidas como mendigas cegas enquanto Cinderela vive no castelo do príncipe. Esse conto tem suas origens por volta do século I a.C, no qual a heroína de Strabo se chamava Rhodopis, não Cinderela. A história era muito parecida com a atual, com exceção dos sapatinhos de cristal e da abóbora.

A Pequena Sereia

Uma historinha cheia de mutilações, traição e tragédias. Essa é a atmosfera da narrativa escrita pelo dinamarquês Hans Christian Andersen no século 19 e que virou um dos clássicos dos contos de fadas em versões amenizadas, como a da Disney. Na história original, há sangue para transformar sua cauda em duas pernas, mas a cada tentativa de andar como uma humana elas doíam e sangravam para os lados. A pequena sereia chamada Ariel deseja se tornar humana para poder conquistar o príncipe por quem se apaixonou. Na sua sina, teve a língua cortada pela Bruxa do Mar e tentou fazê-la sofrer bastante. Para piorar, o tal príncipe a menosprezou e preferiu casar com outra. Quando Ariel vê o príncipe casar-se com outra e entra em desespero. Oferecem-lhe uma faca com a qual ela poderia matá-lo, mas, em vez disso, rejeitada, não lhe restou alternativa a não se matar pulando no abismo. Até o próprio Andersen achou que pegou pesado demais e mudou o final. Na versão amenizada, em vez de cometer suicídio, a pequena sereia transforma-se em espuma do mar. Em outra versão ela se torna “filha do ar”, esperando ir para o céu. De qualquer forma, ela morre.

João e Maria

 Nem sempre o amor de mãe pelos filhos foi incondicional. Que o digam João e Maria. Nas versões da tradição oral, a via crucis das duas crianças não começa porque eles se perderam sozinhos na floresta. Sem ter o que comer em casa, são os pais deles que decidem abandoná-los por lá. Mas os dois espertinhos tinham ouvido a tramóia familiar e deixaram marcas no caminho para voltar ao lar. Já na parte em que eles encontram-se pestes a virar comida da bruxa ou do demônio, dependendo da versão, os dois enganam o anfitrião jogando-o no caldeirão ou cortando sua cabeça. Antes de escaparem, no entanto, eles não deixam de saquear a casa levando guloseimas para saciar a fome de toda a família. Numa versão francesa mais antiga (chamada As Crianças Perdidas) há um demônio, que também é enganado pelas crianças. Contudo, ele não cai na cilada e está prestes a colocá-los na guilhotina. As crianças fingem não saberem como entrar no instrumento e pedem para a esposa do demônio mostrar como se faz. Nesse momento, elas cortam seu pescoço e fogem.

A Bela e a Fera

O tema e a moral são basicamente os mesmos em todas as quase 200 versões desta narrativa popular que, segundo historiadores, pode ter suas origens no início da era cristã. As primeiras passagens da história de "A Bela e a Fera" da forma oral para a escrita foram feitas pelo italiano Gianfranceso Straparola e pelos franceses Charles Perrault e Gabrielle-Suzanne Barbot de Gallon de Villeneuve, entre os séculos 16 e 18. Dentre as versões que vieram da tradição oral, uma delas retrata a Fera como um monstro em forma de serpente. Na verdade, sua aparência é o resultado de uma maldição que será quebrada graças ao amor da Bela. Quando isso acontece, a Fera volta a ser um príncipe. E é nessa condição que ele faz um das mais polêmicas confissões em um conto de fadas: a de que ele ganhou a aparência de serpente como uma maldição por ter seduzido uma órfã. Pedófilo confesso, ele foi perdoado e aceito pela pura e virginal Bela.

Branca de Neve

Um espelho mágico que elege a mais bela do reino é o que causa toda a desgraça em Branca de Neve em qualquer versão. Nas primeiras narrativas, a rainha é na verdade a mãe de Branca de Neve e a garotinha tinha apenas sete anos quando o espelho revelou para sua invejosa mãe que a menininha era a mais bonita do pedaço. Raivosa, ela ordena ao caçador que lhe traga o fígado e os pulmões da filha, para que ela pratique seu ritual de canibalismo. Os irmãos Grimm deram uma boa amenizada nessa versão, mas não pouparam a rainha má de um ritual de tortura de fazer inveja aos mais cruéis métodos da Santa Inquisição. Enquanto Branca de Neve casa-se com o príncipe, a rainha é obrigada a dançar usando sapatos de ferro em brasa até morrer. A boa notícia é que a Disney não distorceu tanto essa história, mas omitiu detalhes importantes. Também no original, a princesa acorda com o balanço do cavalo do príncipe, enquanto era levada para o castelo. Não há nada de beijo mágico. O que o príncipe queria fazer com o corpo desfalecido de uma garota é algo que vou deixar para sua imaginação.

A Princesa e o Sapo

Se a Bela Adormecida foi estuprada em vez de ganhar um beijo, o príncipe que virou sapo também passou por apuros. Enquanto a versão infantil mais recente conta que ele ganhou um beijo da princesa para quebrar o feitiço, a primeira versão coletada e transcrita pelos irmãos Grimm mostra que ele só voltou a ser príncipe após a princesa, cansada de ver aquele ser repugnante por perto, atirá-lo com força contra a parede. Naqueles tempos, os irmãos Grimm provavelmente não imaginavam que jogar um batráquio na parede seria no futuro considerado inapropriado para uma historinha infantil. Na narrativa imortalizada por eles, tudo começa quando a princesa perde um de seus brinquedos e encontra um sapo falante que promete ajudá-la. Após achar a bola da princesa, o sapo vai morar com ela. Mimada e irada, ela não pensa duas vezes em lançá-lo contra a parede em um dia de fúria. Violência que parece ter valido a pena ao devolver-lhe a condição de príncipe. 

Os Três Porquinhos

O canibalismo, assim como a violência sexual, davam o tom em muitas das narrativas que virariam os contos de fadas modernos. Na história dos Três Porquinhos, o terceiro porco, aquele que construiu a casa de tijolos que o lobo não consegue derrubar com seu sopro, é o que se dá bem em todas as versões. Na narrativa oral original, ele não se importava nem de comer os próprios irmãos. Nela, a esperteza e a resistência do terceiro porco em cair em tentações que prometem recompensas imediatas, mas comprometem o futuro, é enfatizada com detalhes de crueldade e canibalismo. O lobo devora os dois primeiros porquinhos assim que consegue destruir suas casas. Ao tentar entrar na residência de alvenaria do terceiro, usando a chaminé, ele acaba morto ao cair numa armadilha com um caldeirão de água fervente que o esperava no final da descida. O terceiro porquinho então prepara e devora, sem dó nem piedade, o lobo que levava seus dois irmãos no estômago.

A Bela Adormecida
A jovem garota adormece por causa de uma profecia, não de uma maldição. Nem príncipe, nem beijos para despertá-la. A Bela Adormecida foi, na verdade, violentada pelo rei enquanto dormia e engravidou de gêmeos. Após o nascimento, um deles chupa acidentalmente o dedo da mãe, pensando ser seu seio, e retira a farpa enfeitiçada que havia provocado o coma em que ela estava. O nome da dorminhoca era Tália e ela havia sido abandonada pelo pai numa cabana na floresta, após cair naquele sono que parecia eterno. Para apimentar ainda mais a história, depois de desperta, Tália acabou virando amante do rei. Nada infantil, esta versão foi posta no papel pelo escritor italiano Giambattista Basile no século 17. Apenas alguns anos depois de Basile, o francês Charles Perrault colocou um pouco mais de terror na história. Assim como o italiano, Perrault foi um dos primeiros a coletar e transcrever as narrativas orais que eram tradicionais entre as populações européias. No caso da Bela Adormecida, Perrault fez da mãe do rei um mostrengo comedor de crianças sedento por jantar os netinhos, mas que acaba se dando mal.

O Flautista de Hamelim

Um flautista contratado para livrar o povoado de Hamelin de uma infestação de ratos cumpre sua parte do acordo, atraindo com a música que sai de seu instrumento mágico os roedores para fora da cidade. Na hora de receber o pagamento, ele leva um calote. Na versão "conto de fadas", sua vingança é usar a flauta mágica para atrair todas as crianças para uma caverna e prendê-las lá até que receba o que lhe prometeram. Após o pagamento, ele as liberta. Mas na versão original, que surgiu provavelmente na Idade Média, nos territórios que formariam a Alemanha, o final não é nada feliz. Após levar o calote, o flautista atrai as crianças para um rio onde elas morrem afogadas. Há várias teorias sobre o que o flautista de Hamelin simbolizaria nas narrativas orais antes de virar uma história para crianças. Para alguns, ele seria a representação de um serial killer, para outros uma metáfora para as epidemias que dizimavam populações, como a peste, e para muitos remetia ao processo de migração para colonizar outras regiões da Europa. 


Cachinhos de Ouro e os Três Ursos 

Neste conto, ouvimos falar da linda Cachinho de Ouro que encontra a casa dos 3 ursos. Ela entra e come a sua comida, se senta em suas cadeira destruindo algumas e, finalmente, dorme na cama do urso menor. Quando os ursos voltam para casa eles encontram-na a dormir – ela acorda e escapa para fora pela janela aterrorizada. Na versão original (que na data de 1837), tem duas variações possíveis. Na primeira, os ursos e encontram Cachinho de Ouro e comem-na. Na segunda, Cachinhos de ouro é na realidade uma velha bruxa que salta para fora de uma janela quando os ursos a acordam. A história acaba por dizendo que ela ou quebrou o pescoço ou foi presa por vagabundagem e mandada para a “Casa de Correção”.

A Garota sem Mãos

Francamente, a versão Disney deste conto de fadas é muito melhor que o original, mas há diferenças. Na nova versão, a um pobre homem é oferecido muita riqueza pelo diabo se ele lhe der o que está atrás de seu moinho… O pobre homem pensa que é uma macieira e concorda – mas é a sua própria filha. O diabo tenta levar a filha, mas não pode porque ela é pura. Então ele exige levar o pai, a menos que a filha permita que o seu pai corte as suas mãos. Ela concorda e o pai corta as mãos dela. Isso não é particularmente simpático, mas é um pouco pior em algumas das variantes anteriores em que a menina corta as suas próprias mãos para ficar feia para o irmão que está tentando estuprá-la . Em outra variante, o pai corta fora a mão da filha, porque ela se recusa a fazer sexo com ele.

Alice no país das Maravilhas

Todos já devem ter assistido ‘Alice no País das Maravilhas’da Disney, certo? Quem tem um olhar digamos, mais profundo para as coisas deve ter percebido que é um filme bem viajado, fora dos padrões infantis (como a maioria)... O que eu acho que muita gente não sabe, é que o autor de Alice era um cara bem estranho. Primeiro, seu nome não era Lewis Carroll, e sim Charles Lutwidge Dodgson, nasceu na Inglaterra em 1832, foi matemático, lógico, fotógrafo e romancista foi reconhecido como tal após o seu sucesso com Alice no País das Maravilhas, publicado em 1865. Faleceu em 1898, com 66 anos. Lewis Carroll era um homem muito tímido, e gostava muito de crianças (apenas as do sexo feminino) e de lhes contar histórias. Lewis enquanto lecionava em Oxford conheceu Henry Liddell, pai de 3 meninas – Alice, Lorina e Edite.

A verdadeira Alice era a filha de Henry, uma garotinha de 7 anos que virou musa inspiradora do livro, “Melhor Amiga” e modelo de uma série de fotos… O fato é que a literatura de Carroll está longe de ser tão despropositada quanto parece. A mãe de Alice queimou cartas de Lewis Carroll, nas quais ele se despedia da menina com “10 milhões de beijos” e costumava pedir cachos de cabelos de presente para beijar.

Pelo que li, sob a aparência sóbria, escondia-se um sentimento de culpa que o corroía de forma constante e implacável… Quando tinha oportunidade gostava de desenhar ou fotografar meninas seminuas, com a permissão da mãe. A maioria das fotos foi destruída ou devolvida, mas quatro ou cinco fotos ainda sobrevivem. Uma é de Evelyn Hatch, fotografada totalmente nua em 1878.A maioria dos personagens de Alice foram inspirados em pessoas e fatos reais pertencentes ao cotidiano de Lewis, como o grifo talhado em madeira na Catedral de Ripon, onde o pai de Lewis trabalhava como reverendo.

Sem querer fazer propagandas, mas achei interessante postar isso aqui: Lewis será retratado no filme “Phantasmagoria: As Visões de Lewis Carroll” em que o próprio Marilyn é o próprio Lewis e o diretor. Sinopse: Um escritor assombrado em um castelo isolado é atormentado por noites insônia e visões de uma garota chamada Alice. Ele se encontra tornando-se um sintoma de sua própria invenção. “Agora meus pesadelos sabem meu nome.” Ele é Lewis Carroll. Aterrorizado com o que o espera a cada noite.

Para quem não sabe, Phantasmagoria quer dizer é uma série de acontecimentos envolvendo mudanças drásticas de intensidade de luzes e cores; e também muitas vezes interpretado como um estado abstrato onde o real e o imaginário se misturam. E que é o nome de um poema do próprio Lewis.