BLOGGER TEMPLATES AND IMVU Layouts »

9 de ago. de 2013

A Cova


Há muitos anos atrás, um grupo de amigos em Ouro Preto - MG, resolveu fazer uma aposta; entrar a meia-noite numa cova aberta em um cemitério. Todos os cinco entraram, mas o último, ao sair da cova gritou de horror... alguém o segurava e o puxava para dentro da cova. Apavorados, os outros quatro fugiram. No dia seguinte encontraram um jovem de mais ou menos 25 anos, com os cabelos totalmente grisalhos, e expressão de horror, morto, dentro da cova aberta e vazia. Às suas calças estava agarrado um pedaço de raiz, que o prendeu, e o matou de susto...

Terror

certa noite,um homem,chamado Carlos, que estava viajando, queria se hospedar em um hotel para passar uma noite. 
Achou um hotel perto de uma rodovia nada movimentada e resolveu se hospedar lá. 
Chegando lá, ele perguntou ao recepcionista se haveria um quarto vago para ele passar a noite; E então o recepcionista disse : - Temos esse quarto - 667 - que fica ao lado do quarto 666. Por favor, só lhe darei esta chave se o senhor me prometer não olhar no quarto ao lado. 
Carlos então disse : - Eu prometo senhor, só quero uma noite aqui e nada mais. 

Então, o camareiro subiu com Carlos para lhe mostrar seu quarto. Quando já estava muito bem hospedado, Carlos resolveu tomar um banho. Quando terminou, ouviu umas batidas no quarto ao lado, aquele que era extremamente proibido de se olhar. Curioso demais para respeitar o que o recepcionista o tinha dito, Carlos resolveu olhar pela fechadura da porta. Ao olhar, ele viu uma moça loira, de cabelos bem compridos com uma roupa branca olhando para a parede. Ao ver que não havia nada demais ele voltou para o quarto se deitar, para no dia seguinte partir. Quando acordou, tomou café e soi arrumar suas coisas, para partir, e ouviu denovo aquelas batidas. Quando estava saindo do quarto, olhou bem pra ver se não havia ninguém que o pudesse ver e resolveu espiar novamente pela fechadura da porta. Mas, ao espiar, Carlos estranhou, pois viu tudo vermelho, e nada além disso. 
Ao fechar a conta, resolveu perguntar ao recepcionista o que tinha no quarto. 

- Com licença, o que existe dentro daquele quarto, 666 ? 

O recepcionista assustado, diz: - O senhor olhou lá ? 

- Sim olhei, e não há nada demais. Me explique o que há naquele quarto! 

O recepcionista respira fundo e conta: - Há uns 2 anos atrás, uma moça loira de cabelos longos morreu dentro daquele quarto, e o espírito dela ainda vaga por lá. Ela nunca nos fez mal algum, mais a gente aqui do hotel resolveu deixar aquele quarto só para ela. Só que aquela moça não é uma qualquer, ela não é normal. 

Carlos, assustado com a história, pergunta: - Porque ela não é normal? 

O Bebê Que Seguiu a Mãe até a Morte Dela

muitos anos atrás, quando os negros eram escravos no sul da Bahia, Vivian, um fazendeiro tinha uma filha linda de olhos azuis. Todos os homens da cidade era apaixonados por ela e o seu pai fazia questão de escolher o seu marido. Esta linda moça tinha um romance as escondida com uns dos escravos os dois se amavam até que um certo dia, ela descobriu que estava gravida de um escravo, seu pai com com muita raiva, matou o coitado do pai da criança e fez uma aborto na sua filha. 
Passaram-se vários anos e aquela jovem cresceu, se casou com o cara que seu pai queria que ela se casasse e tiverm cincos filhos e assim foi passando os anos. Em um determinado dia, já muito velhinha, ela estava na varanda de sua casa quando viu um homem se rastejando no chão, ela começa a correr e observa o marido morto no chão. 
No outro dia, ela é encontrada morta e nela tinha uma carta que dizia: “querida mamãe, eu te matei pois você me matou em um aborto, eu era uma criança que tinha acabado de nascer.”

História de Terror

Manhattan: 

Horas antes de Paul e seus amigos viajarem, Paul procura o seu amuleto da sorte, um colar de ouro que seu avô deu a ele quando criança, ele não acha e pergunta para sua mãe onde está e ela diz quê não sabe onde está ele reluta e vai em direção ao aeroporto se despedindo da mãe antes. 

Já no aeroporto Paul, sua namorada Clare e seus amigos; Oliver, Alicia, Alex e Joe, se encontram e falam sobre a viagem que acham que vai ser muito irada, Paul comenta sobre seu amuleto da sorte mais eles não ligam pra isso. O avião chega e eles embarcam. 

Sul da Suíça: 

Após chegarem ao aeroporto da Suíça e virem para o sul, eles se hospedam num hotel, arrumam suas coisas pegam seus snowboards, máquinas de tirar fotos e vão esquiar. Eles esquiam, tiram fotos, e se divertem muito, ao voltarem para o hotel eles ouvem uma conversa de dois caras sobre um alpe, Paul pergunta se eles estavam pretendendo irem pra lá e eles respondem que sim, Paul acerta com eles pra todos irem no outro dia de manhã. Quando chega a noite todos vão dormir e Clare fala da possibilidade de ter filhos com Paul, Paul sorri e diz que quer ter um time de futebol com Clare, ela da risada e diz que o ama e ele diz o mesmo. 

Chega o dia e todos estão prontos para sair, mas eles teem uma surpresa ao encontrar só um cara que disse que o outro estava doente e não pode ir, eles seguem a viagem em direção aos alpes, Paul pergunta qual é o nome do cara e ele diz que é Gregory, Alicia pergunta se essa viagem é segura e se eles tem permissão para fazer isso, ele responde que é totalmente seguro e diz também que qualquer um pode fazer isso, depois de algum tempo Gregory conta uma história de um suposto assassino escondido em um abismo de gelo, curiosos todos ouvem atentamente o que ele diz, e ele conta que a muito tempo um menino chamado Ian Halthre tinha problemas com o sol, cada vez que ele saia e fica exposto aos raios solares, ele ficava empolado e com falta de ar, com isso a mãe dele não deixava ele sair de casa, mas o Ian era alérgico a tudo e a casa era velha e úmida, então os seus pais decidiram construir uma casa debaixo da neve, só que durante a escavação aconteceu um avalanche que abriu um abismo de gelo fazendo cair Ian e seu pai Harrys e as malas com roupas e ferramentas, sua mãe morreu no avalanche e o seu irmão mais velho Jack se machucou e ficou do lado de fora, Harrys fazia esculturas de gelo com animais de verdade e não conseguia viver sem isso, o irmão mais velho Jack, tentou de tudo mas niguem acreditou nele por fato de ser muito pobre e os outros acharem que ele tinha problemas mentais, então sempre 2 vez por ano acontecia esse avalanche, Jack não sabia caçar animais, então sempre nesse dia do avalanche ele levava pessoas para lá, mas ele não sabia em que parte ficava o abismo e nem sempre todos caiam no lugar certo, Paul pergunta por quê ele fazia isso e Gregory manda ele ter calma e continua, quando as primeiras pessoas começaram a cair no abismo Harry e Ian pensavam que foi acidente e guardavam os corpos dele, depois de alguns dias eles não aguentaram mas de fome e pegaram os corpos das pessoas e comeram, pelo fato de ter sido várias pessoas Harry tinha lembrado que sua máquina estava desmontada dentro da mala e também ele tinha suas ferrramentas, ele e seu filho foi escavando mais ainda o abismo, montaram a máquina e congelaram as pessoas e construiram um museu de gelo e sempre esses dias ele fazia pessoas cairem no abismo, Clare pergunta que dias são esses, Gregory responde que o primeiro é 12/07 e o outro era hoje, derrepente o carro para, todos ficam tensos, Gregory sai do carro e diz que faltou gasolina mas não tem problema que pode esquiar ali mesmo e eles aceitam. 

Todos começam a esquiar em um alpe enorme e cheio de neve, Gregory ainda fica no carro e olha pra Paul e da risada, um avalanche enorme acontece e todos tentam escapar esquiando o mais rápido que podem e acabam caindo em uma armadilha, um abismo de gelo, todos caem nele e Joe cai em cima de sua perna quebrando-a, o avalanche cobre o abismo fazendo com que fiquem sem saída, Alicia desesperada começa a gritar e chorar, enquanto Joe se contorce com a perna quebrada, mas tinha um problema, eles caíram em partes separadas, Paul, Oliver e Alex caíram em uma parte e Clare, Alicia e Joe caíram em outra parte. Paul levanta e começa a tentar escalar a parede junto com Alex e Oliver diz que não vai funcionar, eles se levantam e começam a andar enquanto os da outra parte tenta ajudar Joe. 

Paul, Oliver e Alex continuam andando, andam tanto até que encontram um porta de gelo, curiosos eles abrem e dão de cara com um bizarro museu de gelo com objetos feitos de gelo e até pessoas que parecem de verdade cobertas de gelo, Alex comenta: - Vocês já viram A casa de cera? O assassino cobria suas vítimas de cera e botava no museu dele, fala sério isso aqui é muito real!; Todos ficam fascinados com a obra prima, em um espelho com bordas de gelo Paul vê o reflexo de outra pessoa e rapidamente olha pra trás e não tinha niguem, Paul diz para saírem de lá e procurar os outros e eles saem vão procurar. 

Em outra parte com as meninas tentando acalmar Joe, aparece uma borboleta azul e pusa no dedo de Clare ela fica perplexa por ver uma borboleta dentro de um abismo de gelo, derrepente a borboleta voa de seu dedo e sai voando, Clare segue ela pois acha que a borboleta vai levar ela a saída, Alicia a grita mais ela não da ouvidos, Clare corre seguindo a borboleta e acaba caindo dentro de um buraco que a leva a uma sala onde tem vários objetos de gelo, ela decide abrir um armarinho e encontra fotos de um cara bem sinistro desde bebê até adolescente, ela ouve uma zuada estranha e rapidamente guarda as fotos e olha para trás e vê uma porta de gelo, devagamente Clare chega até ela e quando abre a porta aparece um assassino com uma máscara de gelo que cobre metade de seu rosto, ele enfia uma picareta de gelo na perna de Clare que cai no chão chorando, o assassino arrasta Clare pelo chão segurando-a pelos pés levando ela até uma outra sala, ele pega ela tira a roupa dela a prende nunca cadeira que na frente de uma máquina, ele liga a máquina e sai da sala, começa com uma injeção que é aplicada pela máquina em Clare que faz ela ficar calma, depoi um gás gelado enorme sai de quatro tubos junto com jatos d’água super gelados, o procedimento demorar mais ou menos meia hora hora, após ela ter sido congelada o assassino entra na sala tira ela da cadeira pega suas ferramentas e começa sua obra prima. 


Depois de algum tempo Paul ainda andando, sente um calafrio na barriga e avista a borboleta azul chegando que pousa no casaco dele, a borboleta sai voando e Paul diz aos outros que ela levará eles a saída, eles seguem a borboleta que dá a outra porta, outra parte do museu, agora só de humanos, quando eles veem uma escultura do cara que estava converssando com Gregory sobre os alpes, eles ficam assustados e Oliver decide tocar na estátua que cai, a estátua cai no chão e se quebra, dentro dela era carne de gente de verdade e ainda tinha os orgãos dele lá, Oliver vomita e Paul vê alguem passando por aquele local e diz pra todos sairem de lá, eles saem assustados e Paul fala para procurar os outros por quê o importante é todos ficarem juntos, Alex reluta e diz que a única coisa que ele quer fazer é sair de lá e não vai procurar niguem, Paul pergunta se Oliver vai junto e diz que sim, Paul e Oliver saem para encontrar os outros e Alex entra no museu de novo e vai derrubando todas as estátuas quando o assassino sai de uma porta com a picareta de gelo que tenta acertar Alex, Alex consegue desviar de seus ataques e fala: Ian?, Ian fica parado e olha para a cara dele, e continua tentando acerta-lo, Alex corre para a porta da qual Ian saiu e vê uma escada, ele desce ela toda e vai para uma passagem para um lugar estreito que fica no chão com uma porta de ferro cheio de furos e se esconde lá deitado, Ian desce a escada e passa por cima da porta de ferro e Alex vê os pés dele, Ian sai dali e Alex se sente relaxado quando a picareta atravessa seu olho, Ian abre a porta de ferro no chão e tira Alex de lá e sai arrastando ele e bota Alex em cima de uma mesa e começa a cortar partes de seu corpo e come. 

Em outra parte do abismo Paul e Oliver finalmente encontram Alicia e Joe, Paul pergunta por Clare e Alicia diz que ela saiu para procurar ele, Oliver explica tudo o que aconteceu mas Alicia não acredita no que ele diz e Paul chama todos para procurar Clare mas Alicia e Joe não aceitam, então Paul e Oliver saem para procurar ela enquanto Alicia fica cuidando de Joe ela pergunta se o celular dele tem sinal e ele responde que não, Alicia conviquita quem em breve ela sairá de lá não se preocupa com nada e tenta fazer a dor da perna de Joe parar quando um martelo parte a cabeça nela que suja a cara de Joe toda de sangue, Joe começa a gritar e o misterioso assassino enfia o martelo no meio do rosto dele. 

Paul e Oliver continuam correndo procurando Clare quando um homem param eles por trás pedindo socorro, Paul pergunta quem era ele e ele responde que também tinha caido lá, Oliver acalma o homem e pergunta seu nome que responde: Runy; A borboleta azul aparece de novo e Runy disse que deviam seguir ela e os três seguem, depois de algum tempo a borboleta para em frente a uma porta, Paul abre-a e encontra várias fotos e poucos documentos, Paul olha para as fotos e percebe que Randy está em uma delas, ele olha para ele e Paul diz: - Harry!; Oliver: - O Quê?; Harry: - Surpresa; Harry vai em cima de Paul com uma faca de gelo mas Harry consegue desviar e vai em outra porta que encontra a máquina de congelar pessoas, derrepente Paul ouve Oliver gritando, Harry estava tentando matar Oliver, Paul dá um chute em Harry que cai no chão, ele pega Oliver e os dois saem correndo, eles passam da máquina de gelo e abrem outra porta que encontra Clare de costas e várias outras esculturas, Paul chega perto de Clare devargamente e quando vê o rosto dela ela está congelada que nem as outras esculturas e ele começa a chorar, Harry aparece na frente deles e derruba a estátua de Clare, quebrando-a no chão, Paul se revolta e vai em cima de Harry dando murros nele, Paul rouba a sua faca de gelo e enfia no peito de Harry , quando o filho dele Ian aparece com a picareta de gelo e parte pra cima de Paul e prende ele no chão, Oliver vai em cima de Ian mandando ele parar, só que Ian empurra Oliver e enfia a picareta no peito dele, Paul grita pelo nome de Oliver e dá um chute na perna de Ian que cai no chão, Harry aparece por trás de Paul e tira a faca do peito dele e enfia na perna de Paul, Harry fala para ele que todos os amigos dele estavam mortos e não tinha como ele sair dali, Paul: - Isso é o que você pensa!; Paul pega a faca na mão de Harry enfia no pescoço dele matando-o, Paul levanta e diz para Ian que ele não precisa fazer isso, que a mãe dele não ia gostar do que ele estava fazendo se ela tivesse viva, Ian não dá ouvidos e vai em cima de Paul, mas Paul atropeça e faz com que uma estátua de gelo caia em cima de Ian, a estátua era muito pesada e parte a cabeça de Ian. 

Pronto, todos estavam mortos, seus amigos e os assassinos e Paul não sabia o que fazer, ai a borboleta apareceu e novamente Paul seguio ela que o levou a um pequeno buraco na parede de gelo, Paul pegou a picareta e foi batendo até chegar lá fora, ele saiu, conseguio.

A Maldição da Vida Eterna

Sentado sobre a fria lápide daquele túmulo, no cemitério, durante a fria noite de outono, o Demônio, diante de mim, contou-me a seguinte história. "Logo após existir o Céu e o Inferno, presenciei a vida do homem sob a Terra, desde os tempos mais remotos e imemoriais, ele -- o homem --, buscou de várias maneiras, com feitiços e poções milagrosas, a dádiva da Vida Eterna, que até hoje, nunca fora alcançada por qualquer mortal. Dádiva que somente Deus e Eu -- o próprio Demônio -- podemos conceder-lhe tal poder." "Certa meia-noite, um homem veio à mim, pediu-me com toda cordialidade que lhe desse o poder da Vida Eterna. Em troca de tal, ele me daria sua alma. Certos segundos, permaneci calado, espantado. Nenhum ser mortal, em toda minha longínqua vida, me fez tal proposta. Quando a aceitei. O pacto estava feito, sua alma em troca do imortal poder. Quando o homem me falou: - Como o Demônio é idiota! Vou lhe enfrentar, e jamais morrerei. Serei o verdadeiro Demônio, serei mais perverso e mal que você! Após tantas injúrias, nada fiz. Pois minha vingança seria, lenta, eterna, e mais perversa do que ele poderia imaginar" "Certo dia, quando este mesmo homem passava pelas ruas da cidade moderna, fiz com que um caminhão o atropelasse violentamente. O homem, estendido no asfalto quente, com as costelas esmagadas, os braços quebrados, encharcado pelo sangue que lhe jorrava pelas veias dilatadas e pelos brutais ferimentos, ainda se mexia. Realmente ele tinha o poder da Vida Eterna. Ao se levantar grotescamente do chão, já cercado por inúmeros, espantados e curiosos mortais, o homem começou a caminhar sem rumo, sendo rejeitado por todos que cruzavam-lhe o caminho. Sangue brotava de feridas abertas que lhe predominavam a pele, apresentando a todos um aspecto extremamente horrendo, sem poder sequer falar, apenas gemer em agonizante dor. Até parecia ser coisa do Demônio, sussuravam baixo os mortais curiosos, rejeitado por todos, coberto pelo próprio sangue, o homem sofria, eternamente em profunda dor, mas sem morrer jamais 

Vulto Demoníaco

De momento fiquei sem reação, não sabia se corria de volta para fora da casa ou ficava ali parado... 
Este fato aconteceu no ano de 1998, não me recordo o mês e o dia, creio que tenha sido entre março e abril, logo depois do carnaval. 
Tinha acabado de escurecer e eu estava na frente de casa sentado na guia (ou meio fio como muitos conhecem) juntamente com dois amigos, Rodrigo e Leonardo. Não tinha ninguém em casa aquele dia, lembro-me que estava tudo escuro, pois minha mãe ainda não havia chegado. Minha casa a noit 

Enquanto minha mãe não chegava, minha fome aumentava cada vez mais, e minha casa estava fechada. Pensei então em dar a volta na casa e entrar pelos fundos, passei pelos cães, atravessei o quintal, mas a porta do fundo também estava trancada. Desde aquele momento percebi que existia algo estranho, pois senti um calafrio que me arrepiou todos os pelos dos braços, voltei muito mais rápido do que entrei, para onde estavam os amigos. 


Aguardei mais uns trinta minutos e minha mãe não chegava, creio que já eram umas nove da noite. Resolvi então seguir até a casa de meu irmão que não ficava muito longe de onde estávamos. Ele tem uma cópia da chave de casa, fui então buscar. 
Quando cheguei, tinha algumas coisas pra comer e não resisti, enchi a barriga ali mesmo. Os amigos ficaram lá na frente de casa, pois eu disse que já voltava. Fiquei na casa de meu irmão uns vinte minutos, iria pegar a chave mesmo assim para poder pegar outras fitas em meu quarto. Estávamos somente com a do Deicide pra escutar. 
Retornando pra casa eles estavam no mesmo lugar, desta vez bem na frente de meu portão. Só trocaram o lado da rua... 

Assim que abri a porta da frente, novamente o mesmo calafrio. Não sei se foi pelo fato de eu sentir algo estranho novamente ou por eu ter lembrado daquela situação minutos antes no fundo de casa. Acredito que a primeira opção seja a mais óbvia para aquela situação. 
Passei pela sala em direção a cozinha e fui acendendo todas as luzes, na cozinha acendi as luzes também. Estava de costas para o corredor onde estão os quartos, fui me virando vagarosamente, meu corredor escuro... Bem lá na frente, avistei um vulto parecido com um humano de grande porte, estava virado como se fosse entrar em meu quarto ou seja, eu estava vendo-o pela lateral. Para se ter uma idéia ele era um pouco mais baixo que o batente da porta, não conseguia ver seus traços nem seu rosto porque de fato era todo negro como se fosse um papel recortado e posto ali. 

De momento fiquei sem reação, não sabia se corria de volta para fora da casa ou ficava ali parado, se voltasse iria me arrepender depois de curiosidade. Fiquei então ali parado, sem me mexer, após aproximadamente 20 segundos houve uma manifestação da criatura. O vulto se moveu lentamente para dentro de meu quarto passando rente ao batente superior, fiquei mais alguns segundo ali parado sem saber o que fazer. Mesmo tomado pelo medo segui em direção ao quarto, fui acendendo todas as luzes e parei novamente por alguns segundos a 1 metro da porta. Tomei coragem e segui, meu quarto estava todo escuro e sem adentrar, estiquei a mão procurando o interruptor permanecendo com o corpo do lado de fora. 
Acendi a luz... 
As almofadas ali no canto intactas, a cama arrumada como de costume minha mãe sempre deixa, a janela fechada e minha escrivaninha bagunçada, do mesmo jeito que a deixei da ultima vez... 
O calafrio me subiu pela ultima vez aquela noite, vendo meu quarto gelado e vazio...

Morra de Medo




  … e então o casal gritou, foram as crianças que tinha sido assassinadas! 
Todos ao redor da fogueira surpreenderam-se com o fim da história. 
Eram três casais acampando perto de uma cachoreira. Uma churrasqueira improvisada com tijolos ia deixava a carne ao ponto e enquanto isso eles divertiam-se contando histórias de terror. Acabara de terminar a terceira da noite. 
- Gente… eu tenho uma boa… 
- Então conta – pediram algumas vozes em coro. 
- Não é tão simples assim… é uma história muito feia mesmo… terrível. Não sei se é verdadeira ou não, algumas pessoas juram que aconteceu mesmo, outras dizem que é tudo invenção… só sei que eu quase me borrei quando ouvo. 
- Então conta logo! 
- Tem certeza que querem mesmo ouvir? 
- Sim – dizem alguns, outros assentem com a cabeça. 
- Mas eu já vou avisando que é muito feia mesmo… eu que não sou de me impressionar tive pesadelos depois de ouvir. 
- Já tô ficando com medo – diz uma garota magra, apertando-se contra o namorado com quem já estava de braços dados. 
- Sobre o que é? 
- Ah, só conforme eu for contando que vocês vão descobrir… senão perde completamente a graça. 
- É sobre vampiros? 
- Não. 
- Lobisomens? 
- Não. 
- Zumbis? 
- Não. 
- Assassinos, fantasmas, lendas urbanas, animais assassinos, serial-killers, palhaços, tortura? 
- Nada disso… é sobre uma coisa que a princípio não tem nada de aterrorizante mas conforme as coisas vão se desenrolando fica assustadoramente insuportável. 
- Conta logo então! 
- Certo, eu conto. Mas com a condição de que todo mundo aqui concorde em ouvir. E aviso pela última vez: É uma história de terror MESMO, horrível… Eu tô com ela na cabeça até hoje. Querem mesmo? 
Todo mundo faz que sim com a cabeça, menos uma loirinha. Ela diz: 
- Larga a mão disso… Não quero saber! 
Ela toma uma vaia, levanta contrariada e vai para sua barraca. Seu namorado vai logo atrás, depois de lançar um olhar recriminador para os outros. 
Uma outra moça diz para o namorado: 
- Precisava ter vaiado ela? A coitada magoou… 
- Ah, quem mandou ser fresca? 
- Então quer dizer que se fosse eu que ficasse com medo e não quisesse ouvir você não ia me apoiar? Tá bom, pode deixar – ela se levanta e vai para a outra barraca. Seu namorado, depois de um olhar abobalhado para o casal remanescente vai atrás dela. 
- Viu o que você fez? – pergunta a última moça, namorada do cara que ia contar a história. 
- Mas… 
- Não tem nada de “Mas…” não! Sobrou pra nós dois vigiarmos a churrasqueira, acabou a noite! Seu sem graça… 
E assim a pior história de terror do mundo acabou não sendo contada.