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24 de abr. de 2014

Só Eu Que Imagino?

Só eu que imagino o ventilador de teto girando e cortando a cabeça de todo mundo?

Só eu que imagino todo mundo sendo esfaqueado e uma poça de sangue se formando?

Só eu que imagino as pessoas nos jogos mortais?

Por: Felipe Lima

Twitter: @folope443

O Híbrido

O  meu rosto estava grudado a folhas secas, e a terra entrava nas minhas unhas, machucando minha carne. Olhei em volta e me apavorei imediatamente. Uma floresta.
O que acontecera noite passada? Lisa e Cauê tinham feito o estúpido jogo do copo. Típico de adolescente, você sabe. Apenas me lembro de brigas e muito sono. Muito sono.
E aqui estou eu, sozinha com os corvos e assustada demais para conseguir andar. Os gritos dos corvos ecoavam pela floresta e terminavam no vácuo. O céu estava puramente cinza, com manchas em preto, escuro como um beco no meio da noite. Minha cabeça e meus pés estavam doendo, não esquecendo dos dedos doloridos. Barulhos de todos os lugares, de todas as direções. Gravetos, corvos, urros, terra molhada.
“Que diabos está acontecendo aqui?”, sussurrei. E então, eis que aconteceu.
Uma grande pata sobressaiu das raízes na floresta densa. Aquilo não era exatamente um cão, mas sim, era algo parecido. Enorme, para mais informação. O tamanho de um homem era aquela criatura que curiosamente andava sobre as quatro patas. Grande híbrido.
No desespero, me joguei para trás. Tentei ao máximo possível ficar longe, mas a floresta colaborava para me deixar encurralada.
Toda a floresta se silenciou. Havia apenas eu e a criatura.
Me olhando, me analisando. Me olhava com fome, com quase malícia nos grandes olhos vermelhos sangue. E lá eu podia ver, todas as almas que aquele híbrido agarrou e saciou sua miséria. Eu poderia sentir a dor, consumindo minha carne, meu próprio espírito.
“Vocês invocaram… A curiosidade nem sempre é para ser seguida, humana.”, pela primeira vez eu ouvira uma voz tão irada. Tão rouca e certamente, não era apenas uma voz. Eram sussurros junto.
Sem nenhuma previsão, ele veio. Rápido e brusco, direto no pescoço. Uma dor profunda me invadia, minha alma. Ele a tomou.
E eu estava suando. Minha cama amarrotada e quente. A janela aberta me dava vista para o céu, escuro e sem estrelas. Uma noite solitária.
“Foi só um sonho. Apenas um sonho”, repetia em minha mente. Mas havia algo, algo que me fazia não acreditar nisso. Talvez, seria aqueles enormes olhos sangue me olhando pela porta do armário. Eu sentia o enorme sorriso que a criatura esboçava, pronta para me pegar desprevenida, sozinha no meu quarto escuro.
 Cuidado com seu armário, ninguém sabe o que pode se esconder lá, não é mesmo?

21 de abr. de 2014

Tchau.

Os Portadores

3-O Portador da Eternidade


Em qualquer cidade, em qualquer país, vá a qualquer instituição mental ou centro de reabilitação em que você puder entrar. Quando você chegar na recepção, peça para visitar alguém que se auto denomina "O Portador da Eternidade". Um suspiro escapará dos lábios do atendente, enquanto ele olha para você com a mais absoluta pena. Ele o guiará por um lance descendente de escadas, que você acreditará que o levará ao porão. Mas não leva.

Enquanto desce mais e mais profundamente pelas entranhas da instituição, você começará a ouvir um coro de gritos. Primeiro, mal poderão ser ouvidos, como se sua origem estivesse a uma grande distância. Mas conforme você se aproxima do final das escadas, os gritos aumentarão, mais claros e mais potentes, até que soem tão altos que consumam todos os outros sons. O estrondo se tornará tão doloroso que você sentirá uma necessidade implacável de arrancar as próprias orelhas para escapar dele. Resista a esse impulso. O funcionário, resistindo estoicamente à cacofonia, lhe mostrará uma porta. Ele a abrirá o mais rápido que puder e correrá, te deixando sozinho nesse corredor estreito e escuro.

Essa será sua última chance de fugir. Se decidir continuar, abra a porta. Os gritos estridentes cessarão abruptamente, deixando seus ouvidos zumbindo. A sala onde você entrará estará forrada por trevas quase tangíveis, que consomem tudo, exceto a parede mais afastada. Algemado a essa parede está uma figura emaciada, coberta de chicotadas em carne viva. Ele irá lhe encarar com um sorriso largo e sinistro fixado em seu rosto, parecendo indiferente a seus ferimentos e ao bisturi fincado em seu peito. A única forma de se salvar dos desejos sombrios desse homem é perguntar: "Quem os criou?"

Ele emitirá sons semelhantes aos suspiros de um animal moribundo antes de responder. Esse será o conto mais terrível que você já ouviu, muito além de conceitos primitivos, como dor e morte. Ele se aprofundará na mais pura essência do mal. Aqueles de mente fraca enlouquecerão ao ouvi-lo.

Quando ele terminar, ficará a seu critério libertar esse homem de seu fardo terrível. Se remover o bisturi, ele se contorcerá em agonia antes de cair em silêncio… para sempre.

Aquele bisturi é o 3º Objeto dos 538. Você decide se o resto deve ser protegido ou destruído.

Os Portadores

2-O Portador do Ínicio 


Em qualquer cidade, em qualquer país, vá a qualquer instituição mental ou centro de reabilitação em que você puder entrar. Quando chegar na recepção, peça permissão ao balconista para visitar alguém que se auto denomina "O Portador do Início". Um pequeno sorriso se formará em seu rosto, como se dissesse "seu tolo".

Você será então levado a um longo corredor – longo o suficiente para te fazer pensar que isso o levará para fora do prédio. Ainda assim, em uma clara violação das leis do espaço e da física, o corredor o leva ao coração da instituição, direto às profundezas do prédio. O corredor estará sempre silencioso, mesmo que você tente fazer algum barulho. Gritos morrerão antes mesmo de saírem da sua boca e passos serão abafados. Ao invés de falar, seu guia irá simplesmente apontar para uma porta.

Atrás dela existe uma sala aconchegante, preenchida com um perfume prazeroso, porém desconhecido. No centro da sala, uma mulher muito bonita move seus braços como se embalasse algo. Essa sala permanecerá tão silenciosa quanto o corredor que o levou até ali, até que você faça uma única pergunta: "Por que eles foram separados?" A mulher então explicará, em detalhes excruciantes, cada evento horrível na história. Cada guerra. Cada estupro. Cada assassinato. Nenhum ardil na história do universo escapará aos seus ouvidos. Quando ela terminar, o silêncio retornará e você estará livre para ir embora. Cabe a você decidir o que fazer com essas informações.



Aquela mulher é o 2º Objeto dos 538. Cabe a você decidir se eles devem se reunir ou não.

Nova Série: Os Portadores

1-O Portador do Fim:


Em qualquer cidade, em qualquer país, vá para qualquer instituição mental ou casa de repouso onde você possa entrar.

Quando você chegar à recepção, peça permissão para visitar alguém que se chama "O Portador do Fim". Um olhar como o de crianças com medo correrá as faces dos trabalhadores dali, e então você será levado para uma cela no prédio. Ela estará em uma seção oculta profunda do edifício. Tudo o que você ouvirá será apenas o som de alguém falando sozinho, ecoando pelos corredores. É uma língua impossível de se entender, mas fará com que sua alma sinta um medo inexplicável.


Caso a voz pare de falar a qualquer momento, PARE e rapidamente diga em voz alta "Gostaria de dizer que, estou apenas de passagem". Se o silêncio persistir, fuja imediatamente. Corra, não pare por nada, não vá para casa, não fique em uma pousada, se mantenha sempre em movimento, durma apenas onde seu corpo cair. Você saberá se escapou assim que acordar.

Se a voz na sala voltar depois de pronunciar essas palavras, continue. Ao chegar à cela, tudo o que verá é uma sala sem janelas, com uma pessoa em um dos cantos, falando uma língua desconhecida enquanto segura algo. A pessoa responderá apenas a uma pergunta: “O que acontece quando todos se unem?".

A pessoa então olhará em seus olhos e responderá sua pergunta em detalhes horripilantes. Muitos ficaram loucos nesta cela, outros desapareceram após este encontro, e não se sabe quantos continuaram vivos. Mas a maioria delas sempre faz a pior coisa, que é querer olhar para o objeto que a pessoa carrega. Você vai querer olhar também. Mas que fique avisado, se você fizer isso, sua morte será cheia de crueldade e horrores inexoráveis.

Sua morte estará naquela cela, nas mãos daquela pessoa. 

Esse objeto é o 1º de 538. Eles nunca devem se unir. Nunca.

A Única Creepypasta Sensata

Você acorda e se vê deitado em uma sala estranha e imunda. Sua cabeça dói enquanto você se senta e olha ao seu redor.

"Ohhhhh... o que me atingiu?"

Você nota que a sala é precariamente iluminada por uma lâmpada pendurada no teto, piscando constantemente. Grandes pilhas de escombros estão espalhadas pela pequena sala e não há janelas.

"Ei, quem está aí? Onde eu estou?"

À sua esquerda, direita e à sua frente há três portas de aparência sinistra. Você não compreende sua situação, mas deve escolher uma dessas portas. Uma porta-

"EI! Você tá me ignorando?"

-Leva à salvação. Uma leva a um labirinto infinito de corredores e passagens que irá te aprisionar para sempre, e a terceira leva à danação eterna. Você deve-

"Espera, como assim? Tá falando sério?"

VOCÊ DEVE ESCOLHER UMA PORTA.

"Por que? Tem uma saída bem aqui."

Nas profundezas geladas do seu coração você sabe que não há escapatória da desolação na qual você se encontra.

"Véio, a porta tá bem aqui. Tá escrito. Consegue ver? 'Saída', bem em cima. Letras grandes também."

Após algum esforço, você percebe a futilidade de sua resistência e retorna às portas. Não há saída.

"Só porque algum imbecil trancou a saída-"

Você resmunga enquanto contempla-

"Foi você, não foi? Otário."

CONTEMPLA SEU DESTINO.

"Tá. Uni, duni, te... aquela ali."

- Você diz a si mesmo enquanto escolhe a porta à sua esquerda. O que você não sabe é que aquela porta em particular leva ao sofrimento, morte e a destruição da sua própria alma.

"Que? Mas NEM FODENDO!"

Uma súbita epifania te leva a recuar antes que a porta se feche atrás de você, selando seu destino.

"Não foi epifania, você acabou de dizer-"

Você deve fazer sua escolha entre as duas portas restantes.

"Ok... vamos tentar a do meio então..."

Com um suspiro, você caminha na direção da porta do meio.

"Eu sei o que eu estou fazendo-"

Você murmura-

"Eu não preciso que você fique me falando. Babaca."

Você segura a maçaneta da porta que te levará a vagar pelo labirinto por toda a eternidade, alheio ao destino que em breve se abaterá sobre você. Imortal, sem mente e sem esperança, seu cadáver em decomposição ainda irá vagar muito depois que-

"Aaahh!"

- Você grita enquanto, mais uma vez, recua diante da porta escolhida.

"Não adianta ficar irritadinho comigo. Então só sobrou uma porta, hein? Salvação, há!"

- Você diz enquanto anda na direção da última porta e agarra a maçaneta. O caminho que você escolheu será longo e cheio de perigos. Você irá enfrentar inimigos invencíveis e sedentos por sangue e viajará além dos simples reinos que você conhece como 'vida' e 'morte'. Se você vier a falhar, sua alma despedaçada se tornará um dos espectros torturadores, servos do lorde do submundo, Gwyn ap Nudd. Se você-

"Espera um minuto..."

- Tiver êxito, obterá todos os prazeres inimagináveis deste mundo e do próximo, embora esteja fadado a permanecer no submundo como o braço direito de Gwin-

"CALMA AÍ, SEU SACO DE BOSTA SABE-TUDO! Você disse que uma das portas me tiraria daqui! Salvação, lembra? Como ficar preso no submundo pode ser salvação? Me tira daqui!"

Não há escapatória-

"Nem vem com essa! Sempre tem um saída."

Não há- O que você está fazendo? Onde você conseguiu esse cano?

"Estava no meio daquelas pilhas de lixo. O que parece que eu to fazendo? Vou arrombar a saída."

Você não pode fazer isso! É contra as regras!

"Ah, agora tem regras, né? O que aconteceu com a sua voz assustadora de narrador?"

Não há escapatória!

"Mas vai ter, me dê só um minuto! Só um pouco... Pronto! Ha, já era!"

Você não pode-

"Mas já fiz. Adeus e boa sorte, Senhor Voz Assustadora. To indo pra casa, vai procurar outro otário."

Eu, ah- oh, merda. To fora também! Esse lugar me dá arrepios.